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Volvo

História Volvo

A marca sueca Volvo foi fundada em 1927 por Gustav Larson e Assar Gabrielsson com o apoio da SKF. A Volvo foi criada após a morte da mulher de Assar Gabrielsson num acidente de viação, ele decidiu então criar o automóvel mais seguro de sempre.

No ano da sua fundação foi lançado o Volvo OV4 com um motor de 4 cilindros com 28 cv, capaz de atingir os 90 km/h. No ano seguinte é lançado o primeiro camião Volvo, o Série 1.

Em 1934 a Volvo lançou o seu primeiro autocarro sob o nome B1.

Durante os primeiros anos da sua vida a Volvo obteve grande sucesso com a comercialização de camiões e autocarros, mas ao mesmo tempo apesar de se comprometer a construir os automóveis mais seguros, não deixava de ter um elevado índice de mortalidade em acidentes. Para combater essa reputação a Volvo fez uma enorme aposta em marketing e a par das várias inovações em nome da segurança, isso viria a dar frutos, pois hoje em dia a Volvo é associada à segurança.

Durante a II Guerra Mundial a Volvo voltou a sua produção para os veículos militares.

Em 1947 é lançado o Volvo PV444, um modelo de pequenas dimensões e com um baixo consumo de combustível que trazia de série vidro laminado no pára-brisas. Este modelo foi uma aposta da Volvo que teve uma boa aceitação no mercado.

Em 1956 é lançado o Volvo Amazon o primeiro automóvel a incorporar o actual sistema de três pontos do cinto de segurança.

Em 1961 é lançado o Volvo P1800 um desportivo que permaneceu durante muitos anos em concepção e que após o seu lançamento, ficou muito popular pela sua utilização na série “O Santo”. Este modelo permitiu a expansão da Volvo para o mercado Norte-americano.

Em 1968 é introduzida a nova série de automóveis recorrendo a três dígitos, a série 140. No início o primeiro digito fazia referência à série, o segundo ao número de cilindros do motor e o terceiro ao número de portas.

Em 1975 a Volvo adquire a DAF passando a comercializar os seus automóveis sob o nome Volvo.

Em 1992 a Volvo lançou o sistema SIPS (Side Impact Protection System) que consiste na utilização de airbags laterais.

Em 1995 é lançado o Volvo S40 e em 1997 o Volvo C70, um automóvel que podia ser adquirido na versão coupé ou cabriolet. Este modelo trazia incorporado o sistema de protecção ROPS (Roll Over Protection System) que em caso de capotamento ejecta, a partir dos bancos traseiros, dois roll bars que protegem a cabeça dos ocupantes.

Em 1998 a Volvo introduziu o sistema WHIPS (Whiplash Injury Protection System) que protege o pescoço dos ocupantes em caso de embates traseiros.

Em 1999 a divisão de automóveis ligeiros de passageiros da Volvo é vendida à Ford, de forma a concentrar todos os esforços nos veículos comerciais.

Em 2004 a Volvo introduziu um sistema que detecta quando um veículo entra no ângulo morto do automóvel, avisa o condutor através de um sinal luminoso.

Em 2006 a Volvo lançou o sistema PCC (Personal Car Communicator) que informa o utilizador sobre o estado de segurança do automóvel e se existe alguém no seu interior. Este sistema consegue monitorizar as batidas cardíacas no interior do automóvel.

História da Volvo no Brasil

A história da Volvo do Brasil, que começou como uma Sociedade Anônima e pouco mais tarde se tornou uma empresa Ltda., começou muito antes de abril de 1977, quando a pedra fundamental da fábrica foi colocada pelo príncipe Bertil, da Suécia, no terreno da Cidade Industrial de Curitiba que viria a abrigar os prédios da unidade fabril.

Datam de 1934 as primeiras entregas de produtos Volvo no Brasil - um automóvel e quatro caminhões. Depois deste primeiro desembarque de veículos no porto do Rio de Janeiro, a marca começaria uma gradual jornada de sucesso em território brasileiro. No ano seguinte, as importações de veículos da marca alcançaram 81 unidades.

Em pouco tempo, os caminhões Volvo ficariam famosos em todas as regiões do País por conta de sua qualidade, robustez e resistência ao rodarem na então minguada malha rodoviária nacional das décadas de trinta e quarenta, formada majoritariamente por estradas precárias. 

Confiança na marca

Os caminhões eram projetados com uma grande margem de segurança em relação à sua capacidade. Os anais da Volvo registram uma passagem memorável do técnico sueco Stig Olsen, enviado ao Brasil em 1935 para dar assistência técnica e treinar mecânicos nos revendedores que começavam a surgir em diferentes cidades. “Você pergunta se as pessoas têm confiança nos veículos? Sim, têm. Levei o maior susto da minha vida quando vi um Volvo projetado para 2,25 toneladas carregado com 10 toneladas! O caminhão arqueava mas não se queixava. As únicas partes que demonstravam sinal de debilidade eram os pneus, naturalmente devido as leis da física”, relatou Olsen, em uma de suas cartas.

Nestes dois primeiros anos, prevaleciam veículos com motores do tipo “H”, com 4,1 litros e 75cv, e os FCH e FDH, de 4,39 litros e 90cv. No início alguns lançamentos da Volvo tornaram-se famosos no Brasil: o L385 “Viking” e o L395 “Titan”, assim como os automóveis PV 444, os tratores agrícolas Bolinder-Munktell e os motores Penta.

O suicídio do presidente Getúlio Vargas em 1954 e a instabilidade econômica e política que se sucedeu afastou a marca do País a partir de então. Apesar deste hiato, que duraria até o início da década de 60, o destino da Volvo no Brasil parecia estar traçado. O próprio Assar Gabrielsson, o lendário co-fundador da Volvo, prometera a Gil de Souza Ramos, importador da marca em São Paulo: “Nós ainda vamos construir uma fábrica no Brasil”. A promessa, feita em 1953, ainda no Aeroporto de Congonhas, durante sua segunda e última visita ao país, seria cumprida 24 anos depois